Para que serve uma avaliação?

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No cotidiano de uma escola, a existência de provas é algo dado como certo: os professores passam a matéria, os alunos estudam, ocorrem as provas, as notas são distribuídas… estamos tão acostumados a essa estrutura que dificilmente nos perguntamos sobre por que ela funciona da maneira como funciona.
Vamos lidar aqui, especificamente, com as provas: qual é exatamente a função delas?

Observando o modo como os educadores e os estudantes lidam com essas ferramentas, é possível identificar duas funções diferentes: julgar e avaliar.

Julgar e Avaliar

Uma prova usada para julgar tem as seguintes características:

  • é aplicada ao final de um processo;
  • divide os julgados em dois grupos: aprovados e reprovados.

Pense sobre as ocasiões em que você precisou fazer uma prova na escola: normalmente, ela era realizada após o conteúdo ser aplicado? E o objetivo do teste era identificar quem merecia nota 5 ou mais e quem ficaria de recuperação? Então, o mais provável é que se tratasse de uma prova para julgar.

E o que uma prova criada para avaliar tem de diferente?

  • é aplicada (muitas vezes dividida em várias partes) durante o processo;
  • tem como propósito identificar quais conteúdos necessitam de mais atenção.

Uma prova feita para avaliar não é simplesmente uma prova com questões interdisciplinares ou que inclui questões dissertativas. Uma prova criada para avaliar faz parte de uma estrutura em que, ao contrário da tradicional, o educador está interessado em identificar as lacunas no conhecimento de seus estudantes enquanto ainda é possível tomar atitudes nesse sentido.

Acesse nosso infográfico sobre a diferença entre julgar e avaliar!

Objetivos diferentes, provas diferentes

Escolher um ou outro tipo de prova implica identificar, antes de qualquer coisa, o propósito do processo. Se a sua escola quer garantir o aprendizado dos estudantes, a existência de provas avaliativas é fundamental. Mais do que isso: as provas precisam ser encaradas como ferramentas de investigação, que vão permitir aos próprios alunos, aos professores e coordenadores a identificação dos pontos que precisam de mais atenção, um diagnóstico do aprendizado.

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Isso significa que as provas do tipo julgamento são inúteis? Não, de forma alguma: várias situações (como, por exemplo, exames de admissão) exigem a aplicação desse tipo de prova. O importante é que os responsáveis pela escolha tenham consciência de que provas diferentes se prestam a objetivos diferentes. Aplicar apenas provas baseadas em vestibulares (e tratar seus resultados como listas de aprovados e reprovados) é um desperdício do potencial das avaliações para a educação.
Em uma postagem futura, falaremos mais sobre os passos necessários para a elaboração de provas avaliativas.

Até logo!

 

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