TRI e ENEM: elementos inseparáveis?

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O modelo de correção do ENEM é diferenciado. A conta pode até parecer complicada, mas o resultado privilegia o candidato com respostas mais consistentes

A cada ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vem se tornando mais importante para quem busca uma vaga no ensino superior, independente se o desejo for ingressar em uma instituição pública, privada ou mesmo para aqueles que sonham com uma vaga em uma universidade portuguesa. Para a próxima edição que acontece em novembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado do Ministério da Educação e responsável pela prova, recebeu 6,7 milhões de inscrições, das quais 5,5 milhões foram confirmadas. Com tanta concorrência, conhecer o exame, a melhor maneira de resolver as questões, as exigências da redação e a forma como é corrigida é fundamental.

Diferente do que acontece, por exemplo, nos vestibulares, em que a nota final é calculada pela soma simples do número de questões acertadas, no ENEM é usada a Teoria de Resposta ao Item, a já famosa TRI. Trata-se de uma modelagem estatística que verifica a consistência das respostas fornecidas pelo candidato. Ela leva em consideração a proporção de acertos e erros no exame, a dificuldade de cada questão, o padrão de resposta do candidato e a possibilidade de acerto ou de chute. Ou seja, a prova não avalia apenas as questões respondidas corretamente.

Desempenho precisa ser consistente. De um candidato que acerta as questões mais difíceis, espera-se também que ele acerte as mais fáceis, certo? Quando isso não acontece, entende-se que ele não manteve um padrão de respostas e a sua nota tende a cair. É que o sistema identifica se o acerto foi pura sorte ou se houve algum embasamento em termos de estudos. Por isso, é comum encontrar candidatos com o mesmo número de questões certas, mas com desempenhos bastante diferentes.

Régua de notas

A TRI é usada para calcular a nota de cada uma das quatro áreas – Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias; Ciências Humanas e Suas Tecnologias; Ciências da Natureza e Suas Tecnologias; Matemática e Suas Tecnologias. Só a redação é corrigida de maneira tradicional, numa escala que varia de 0 a 1000 pontos.

As questões objetivas são divididas em fáceis, médias e difíceis e misturadas ao longo do exame. Não há valor mínimo nem máximo preestabelecidos. O primeiro passo é criar uma régua que tem como referência o número 500 (que é a média de 2009, primeiro ano do novo modelo de prova) e com intervalos de 100 pontos. A partir daí as questões são colocadas na régua de acordo com o grau de dificuldade.

A nota final é calculada por computador. A máquina vai considerar a consistência das respostas. Interessante não? E como o desempenho dos alunos é medido por área, cada segmento tem sua própria régua.

Apesar de o sistema parecer bem complexo, você não precisa ter medo da TRI. Afinal, ele não altera significativamente o ranking dos candidatos. Mas, ajuda a detalhar melhor as notas, auxiliando na disputa por carreira mais procuradas, em que cada milésimo faz diferença, ou ainda a evitar empates.

Se é assim, deixar questões em branco é uma vantagem?

Com certeza não! Como a correção é feita pela TRI, muitos mitos a respeito da prova circulam entre os candidatos. Um deles é a da questão em branco. Alguns acreditam que deixar de responder, eleva a nota final. Puro engano. Não há qualquer relação entre essa ideia e o desempenho no exame.

Pré-teste do ENEM

Mas, agora você pode estar se perguntando: “Então, o que define o que é uma questão fácil de uma difícil?”. Para chegar a essa conclusão, o Inep realiza um pré-teste com alunos do Ensino Médio de todo o País. Com as respostas obtidas, cada questão tem seu grau de dificuldade apurado e aí sim é definida a sua posição na régua. Esse teste também serve para garantir a qualidade da prova. Depois disso, um imenso banco de dados de questões é criado, do qual são retiradas as 180 que irão compor o próximo exame.

Lembre-se: com a TRI tentar uma boa nota valendo-se do fator sorte não é possível. Então, o melhor é investir numa boa preparação para o ENEM. Divida seu tempo de estudos, monte um calendário e planeje sua estratégia. Leia livros, assista a filmes, procure manter-se bem informado sobre assuntos atuais e faça as provas dos anos anteriores. Acertar o máximo de questões possíveis, independentemente do modelo de correção, ainda é o melhor negócio para quem quer garantir o acesso à universidade.

Fazer simulados ENEM, funciona? Com toda a certeza, esse é um dos melhores métodos para preparar seus alunos para conseguirem um bom desempenho no ENEM. Com o Simulado ENEM Evolucional, por exemplo, sua instituição de ensino terá todos os dados necessários para prever o resultado que terá no exame, e saber quais pontos precisam ser trabalhados.

Além disso, as provas são idênticas ao modelo do ENEM, e com distribuição de questões de acordo com a matriz de competências e habilidades do INEP. Contar com essa solução em sua escola pode garantir um desempenho de alta performance para sua escola.

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