Tipos de avaliação

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Para que serve uma avaliação? Quais são as diferenças entre avaliação diagnóstica, formativa e somativa?

As avaliações têm um enorme potencial. Muito mais do que servir para
propósitos burocráticos, elas são excelentes ferramentas para garantir
que os objetivos de aprendizagem sejam atingidos. Veremos aqui os três
tipos mais comuns de avaliação e como elas podem ser usadas em
conjunto para gerar os resultados esperados.

O que é avaliar?

Esqueça a ideia da prova como um castigo para os alunos mal
comportados: uma avaliação deve ser encarada como um instrumento de
medição, não muito diferente de um termômetro ou uma régua. Só que,
em vez de medir temperatura ou altura, ela mede conhecimentos e
proficiência. E, da mesma forma que um exame médico serve para
orientar ações que vão melhorar a saúde do paciente, as avaliações
podem e devem ser usadas para permitir a tomada de atitudes que vão trazer
benefícios a alunos e professores.

Por exemplo, de posse dos resultados de uma prova, um aluno pode
saber quais assuntos precisa estudar mais, enquanto o professor recebe
um feedback de seu trabalho e descobre se deve manter o método
usado até então ou se vale a pena mudá-lo.
É preciso saber muito claramente o que se quer medir, para então
montar uma avaliação que cumpra essa tarefa. Daí a importância de se
conhecer melhor os tipos de avaliação e seus papéis.

Primeiro contato

Em primeiro lugar, todo processo de ensino-aprendizagem parte de
algum lugar: é ilusório imaginar os alunos como folhas em branco,
prontas a serem preenchidas por um mestre que detém todo o
conhecimento. O que os alunos já sabem? Quais são seus pontos fortes
e fracos? Responder a essas perguntas é tarefa da avaliação
diagnóstica. Esse tipo de avaliação é realizado no início de um processo,
antes das intervenções, e busca identificar o estado inicial dos
estudantes, de forma a planejar melhor o processo de ensino.

De maneira geral, as escolas procuram pelas áreas do conhecimento e
habilidades em que os estudantes demonstram menor domínio, e
concentram seus esforços nessas áreas. Uma avaliação diagnóstica
poderia, por exemplo, mostrar que uma turma tem um domínio razoável
de soma e subtração, mas não de multiplicação. Assim, as aulas de
Matemática seriam mais voltadas a essa última operação.

O cotidiano da educação

Quando as aulas começam, é importante saber se elas estão dando
resultado ou não. Para isso, existem as avaliações formativas, que têm a
função de medir o resultado imediato dos processos de educação e gerar
informações sobre a efetividade deles. Essas avaliações podem ser
informais, realizadas durante a aula, e nem sempre são registradas em
folhas próprias. Um exemplo é o caso do professor que, durante uma
explicação, faz perguntas aos alunos para saber se eles estão
entendendo o conteúdo, e muda a estratégia de ensino se perceber que
não está sendo claro o suficiente.
Isso significa que, nas avaliações formativas, o foco não está no
estudante, mas no processo: o educador precisa saber se os métodos
que usa estão gerando bons resultados, e precisa saber isso enquanto
ainda há tempo de fazer modificações.

A conclusão do processo

Finalmente, chega um momento em que os estudantes devem ter
desenvolvido as habilidades esperadas ou dominado o conteúdo
transmitido. É esse o momento ideal para a aplicação de uma avaliação
somativa, com o propósito de averiguar a finalização do processo. É
nesse o tipo de prova que a maioria das pessoas pensa quando ouve
falar sobre avaliações: um teste aplicado ao final do bimestre, semestre
ou ano, cobrando todo o conteúdo trabalhado no período e com foco no
que o estudante aprendeu, não em como o processo está se
desenvolvendo.

A avaliação somativa é muito usada quando há a necessidade de
classificar os estudantes, como no caso de vestibulares e concursos.
Mas é um equívoco usar apenas esse tipo de avaliação durante todo o
processo de ensino-aprendizagem, já que ele deixa de lado outros
aspectos importantes para a educação, como a verificação do processo
enquanto ele ocorre.

Trabalhando em conjunto

A combinação adequada dos diferentes tipos de avaliação beneficia a
todos os atores envolvidos no processo da educação: com as avaliações
diagnósticas, os alunos e professores têm acesso a informações sobre
sua situação atual, podendo então se concentrar nas áreas que mais
precisam evoluir; os professores conseguem, por meio das avaliações
formativas, saber quais métodos são mais eficazes para desenvolver as
habilidades de seus estudantes; por fim, as instituições que oferecem
cursos podem aplicar avaliações somativas aos candidatos, um método
confiável para selecionar os futuros alunos.
O mais importante é sempre lembrar que, embora haja vários tipos de
avaliações, cada uma delas precisa ser criada a partir de uma reflexão
cuidadosa sobre o processo de ensino e a forma como a avaliação se
integra a ele.

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